Há cada vez mais serviços de partilha de trotinetes elétricas em Lisboa. Mas a Bird quer marcar a diferença e convidou a Prevenção Rodoviária Portuguesa para a ajudar a sensibilizar os utilizadores para segurança. Conheça a Bird e veja as dicas.

O Mês da Abril começa com uma nova marca de trotinetes elétricas partilhadas a chegar a Portugal, mais precisamente Lisboa. A Bird traz na bagagem alguma experiência. É uma empresa com origem na Califórnia, tendo surgido em 2017 e já opera em 120 cidades em todo o mundo, sobretudo nos EUA e na Europa.

Pretendem ajudar a solucionar o problema da mobilidade nas cidades, no caso Lisboa, e é assim que encaram o serviço que prestam: “As trotinetes não são um brinquedo, são um meio de transporte”, comentou Yenia Zaba, uma das responsáveis pela implantação do serviço em Lisboa. A Bird aposta na condução responsável, mas também no crescimento sustentável. “Não queremos inundar a cidade com trotinetes. O crescimento será feito de forma controlada para não afetar o trânsito. “Procuramos adaptar-nos às características de cada cidade. Até lançar a Bird, trabalhámos meses em conjunto com o município de Lisboa”, comentam as responsáveis pela marca. E esta é uma relação para durar.

Características do serviço da Bird

  • É preciso ter mais de 18 anos
  • As trotinetes estão disponíveis entre as 7 e as 21h
  • À noite são levadas para carregar e para fazer manutenção
  • As trotinetes Bird são trotinetes Okai de segunda geração
  • Contam com uma equipa de ‘Bird Watchers’ que controlarão o estado e a localização onde são deixadas (se estiverem fora do local a elas destinadas, são recolhidas e levadas para o local correto)
  • Utilização a partir de um app disponível para Android e iOS
  • Custa 1 euro para desbloquear e 0,15€/minuto
  • Começam com 250 trotinetes em Lisboa . Estão essencialmente no coração da cidade, entre Belém, Santa Apolónia, Campo Grande e Av. Gago Coutinho

Dicas de Segurança I

Antes de iniciar o workshop, a Previdência Rodoviária Portuguesa (PRP) alertou: O regulamento que rege o uso de trotinetes é o mesmo das bicicletas elétrica e é para cumprir. As infrações implicam coimas e até mesmo a inibição de condução (inibição que abrange todos os veículos e não apenas as trotinetes). É importante que haja disciplina na utilização das trotinetes.

Para evitar quedas e acidentes os representantes da PRP sugeriram os seguintes cuidados:

  • Atenção à distância de segurança – É fundamental manter sempre uma distância de segurança de outras trotinetes e demais veículos nas ciclovias e estradas. A travagem não implica uma paragem imediata (a trotinete ainda desliza alguns metros antes de parar por completo) e é preciso levar em conta o tempo de reação que precisamos quando confrontados com algo inesperado.
  • Sinalizar – Como as trotinetes não têm luzes nem piscas, é importante indicar as mudanças de sentido.
  • Início de marcha na pista – O início e marcha não deve ser feito no passeio, pondo em risco a segurança do condutor e dos peões.
  • Circular nas ciclovias e estradas – Quando não houver ciclovias, as trotinetes devem seguir pela estrada e nunca pelo passeio.
  • Na estrada, devem circular à direita mas não junto dos passeios – Quanto mais perto dos passeios maior a probabilidade de haver irregularidades no piso e sarjetas, situações que tornam as trotinetes, com as sua rodas de pequenas dimensões, vulneráveis.

Dicas de segurança II

A Bird também contribuiu com as suas sugestões de segurança:

Use o capacete – A Bird incentiva todos os condutores a usarem um capacete enquanto conduzem.

Use as ciclovias – As ciclovias são as vias mais seguras para andar de trotinete; evitando os peões e os carros.

Mantenha as duas mãos no guiador – A frase “Olha mãe, sem mãos” é geralmente seguida por um acidente. Mantém as duas mãos no guiador enquanto andas de trotinete.

Estacione de forma responsável – Quando terminar a sua viagem, deixe a trotinete num local responsável. Encontre no mapa os espaços para estacionamento designados para trotinetes.

Não conduza nos passeios – Os passeios servem para passear, não para conduzir. Os transgressores reincidentes podem ser banidos da aplicação.