Um super micro-ondas com muitas potencialidades. É bonito mas, melhor do que isso, sabe orientar os utilizadores em como usá-lo. Experimentei-o e agora conto como foi.

Nem só de alta tecnologia vive um bom eletrodoméstico. De nada vale ser ‘supertudo’ se quem o vai utilizar não aprende facilmente como tirar partido de toda esta potencialidade. Quando experimento um produto, este é um ponto importante. Sobretudo se se destina a um público alargado, que pode incluir geeks e techlovers, mas que conta também com quem não esteja à vontade com produtos de tecnologia sofisticada. Tudo isso para dizer que este foi um ponto de destaque do micro-ondas NeoChef Smart Inverter, da LG (MH7265DPS). Mas vamos do começo.

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A primeira impressão

Com linhas sóbrias e discretas, este é um produto que fica bem em qualquer cozinha. Quer dizer, é enorme, portanto, é preciso criar espaço para o ter. Mas é esse tamanho que permite que nele façamos alguns dos pratos que habitualmente não faríamos num micro-ondas.

O NeoChef está disponível em preto e branco. O que experimentei era preto. Além do equipamento propriamente dito, a embalagem traz um prato de vidro, uma base hexagonal que suporta esse prato e o torna mais estável no interior do micro-ondas, e um prato antiaderente para fritos estaladiços. Senti falta da grelha de suporte, importante para alguns dos modos de preparo. Ainda bem que tinha uma em casa.

Se parece grande por fora, por dentro é gigantesco (para um micro-ondas, claro), o que é positivo. Ali cabem pizzas, peças de carne, e pratos para fazer alguns cozinhados mais complexos. O seu interior conta com o revestimento Anti-Bacterial EasyClean, que ajuda a eliminar bactérias nocivas durante a limpeza.

Em ação

Não tenho por hábito usar o micro-ondas para cozinhar. Utilizo-o principalmente para aquecer comida e derreter ingredientes como chocolate e manteiga. Sempre achei que poderia ser complicado. Mas era altura de pôr fim a essa limitação.

Decidi fazer algumas das receitas simples do manual de instruções do NeoChef. Comecei por fazer arroz. Todos os passos estavam devidamente descritos, não só em relação à receita, mas também relativamente à programação do modo, potência e tempo de cozedura. Ficou perfeito! Não foi mais rápido do que eu faria no fogão, mas não sujei uma panela. Saldo positivo. Até repeti a dose antes de dar por encerrado o teste.

Experimentei as frituras saudáveis. Primeiro fiz umas batatas fritas congeladas. Ficaram soltas e com ótimo aspeto, todas douradas por igual. Mas estavam um pouco secas. Fiz também panadinhos de frango. Ficaram estaladiços e com bom aspeto, mas também ligeiramente secos. Segui as receitas à risca. Acredito que com mais algum tempo começaria a dar o meu toque pessoal, fazer experiências e acrescentar detalhes que poderiam vir a tornar esses fritos mais suculentos. Por fim, experimentei uma espécie de ratatouille. Ficou excelente!

Ainda ficou muito por experimentar – iogurte, tostas, assados de carne, entre outros –, mas o que provei, e mais o trivial de aquecer e derreter, já permitiu tirar algumas conclusões.

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O balanço

Este é um forno que faz mais do que os habituais micro-ondas. Coze, assa, frita e grelha, sem falar no descongelamento e no aquecimento puro e simples. O calor é bem distribuído e os alimentos ficam aquecidos (ou cozidos) por igual. E isso ficou claro, por exemplo, nos fritos que preparei. O habitual aquecimento e descongelamento faz-se um pouco mais rápido do que seria noutro micro-ondas. Os pratos de forno e fogão não demoraram menos, resultaram mais práticos e não sujaram panelas ou fritadeiras.

O equipamento ganha se quem o utilizar dedicar algum tempo em descobrir com mais detalhes as suas capacidades e como utilizar as diversas funções que disponibiliza. Não é complicado e permite aproveitar toos os recursos disponíveis.

Ah, e já me estava a esquecer. O tradicional ‘bip’ dos micro-ondas, no NeoChef, é substituído por um aviso simpático e musical.