É uma aplicação criada por estudantes do Barreiro, todas raparigas. Já começa bem. E foi escolhida como a melhor na iniciativa Apps for Good. Representará Portugal na competição final, em Londres.

A app chama-se EBSSA+Especial e foi desenvolvida a pensar nas pessoas que têm dificuldade de comunicação. É o caso dos jovens e adultos com autismo, dos portadores de trissomia 21 e das vítimas de acidente vascular cerebral.

A aplicação reúne imagens, organizadas por temas, às quais estas pessoas podem recorrer para se expressar. Inclui ainda um jogo didático, dados sobre os cuidados de saúde de cada utilizador e contactos de emergência.

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Luana Tavares, Isabel Mosso, Keila Santos, Vera Almeida, Nélida Tavares e Daniela Silvino são alunas do 12º Ano da Escola Básica e Secundária de Santo António, no Barreiro. E provaram que há talento tecnológico em Portugal. Talento no feminino! Quem as leva a Londres é a CDI Portugal. Esta é uma organização não-governamental que visa a inclusão e a inovação social através da utilização da tecnologia.

Apps for Good é uma organização que percebeu que o sistema educativo tradicional está a desperdiçar talentos e quer mudar este cenário. E tem objetivos claros: aumentar o interesse dos jovens pelas áreas tecnológicas, levá-los a acreditar que são capazes de lançar projetos próprios e que podem transformar a comunidade em que vivem (e até o mundo) com aquilo que criam.

Os meus parabéns a todos: Às jovens estudantes, a quem as apoia aqui e ao projeto maior que toca num ponto sensível – a necessidade de aproximar escolas e tecnologia.

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