Quem não tem uma máquina de café de cápsulas levante a mão! Acho que nem o mais cético ou conservador ficou com o braço em baixo. Hoje em dia é raro uma casa não ter uma. Modernas, com design e uma boa dose de tecnologia, estas máquinas de café são práticas, têm estilo e multiplicaram-se como cogumelos. E com elas as opções de cápsulas. Mas o que é que está lá dentro? Como são feitas? E quem garante que o descafeinado realmente não tem cafeína, que o biológico realmente o é, e que a qualidade está acima de tudo? Fui ver como é que isso se faz. E adorei!

O convite surgiu da Kaffa Cafés e já aí despertou a minha curiosidade. Afinal, era uma empresa 100 por cento nacional, com muitas mulheres na sua equipa, que tem a sua máquina própria, mas que se especializou em criar cápsulas compatíveis com outros sistemas de café encapsulado: Nespresso, Delta Q, Lavazza Blue, Lavazza Point e Expresso Cap. A empresa cria cápsulas para marcas gourmet que querem o seu ‘blend’ de café disponível também para as máquinas, por exemplo, ou para grandes superfícies que querem oferecer aos seus clientes cápsulas em versão ‘produto branco’, como é o caso da rede Aldi do Reino Unido. São 500 mil cápsulas produzidas por dia, para consumo nacional mas também para outros 9 países.

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O QUE ESTÁ DENTRO DA CÁPSULA

Explicado o cenário, esta é a altura de fazer uma figura triste e confessar a minha ignorância. Para mim, o que estava dentro das cápsulas era um verdadeiro mistério. Não sabia bem se era um concentrado de café, líquido e espesso ou uma espécie de café solúvel do género que as nossas mães tinham em casa para remediar situações urgentes. É claro que nunca tive coragem de partir uma para confirmar qualquer destas teorias, mas o destino (e a Kaffa) encarregou-se de atenua a minha ignorância.

Assim, ver o café ainda verde ser misturado conforme o ‘blend’ desejado, ser torrado e moído diante dos meus olhos estava, de uma certa forma, dentro das espetativas. Vê-lo ser introduzido de seguida, em pó, sem nenhum outro processamento, dentro das cápsulas foi uma verdadeira surpresa. E acompanhar todo o processo de encapsulamento e embalagem foi uma revelação.

Outra surpresa foi ver o cuidado com que o café descafeinado é mantido separado do restante café, assim como o biológico. As suas características tão específicas implicam não só um cuidado extremo no seu armazenamento como na preparação das máquinas de encapsulamento para que não fique qualquer resíduo que comprometa o produto final.

Depois disso, tudo o que eu queria era uma chávena de café, quente encorpado, de aroma intenso e persistente. E é exatamente o que vou tomar agora. Quer um?

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OS NÚMEROS

  • 6.000 m2 (fábrica)
  • 8 linhas de encapsulamento
  • 500 mil cápsulas por dia
  • Mais de 350 milhões num ano
  • Clientes em 9 países
  • 5 distinções nacionais e internacionais de qualidade e segurança alimentar

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