Sempre me fez impressão a ideia de que uma pessoa que sofre de diabetes tenha de recolher sangue várias vezes ao dia para medir o índice de glicose através da picada de uma pequena agulha. É verdade que muitos se acostumam a esta incómoda rotina. Mas há quem nunca se habitue e faça um controle menos preciso da sua diabetes, para o mal da sua saúde. Talvez tenha sido a pensar nisso que nanoengenheiros da Universidade da Califórnia, San Diego, desenvolveram uma nova forma de realizar esta monitorização, desta vez de maneira não invasiva. Uma ideia genial!

Estes investigadores criaram uma tatuagem temporária para realizar esta função. É flexível, fácil de utilizar e recorre aos fluidos encontrados entre as células da pele para medir os níveis de glicose. O desenvolvimento do projeto ainda está no início, mas promete não só revolucionar a forma como a diabetes é controlada como pode transformar a maneira de tratar doenças e administrar medicamentos.

Diabetes. Uma tatuagem temporária para controlar os índices de glicose

No caso da monitorização da diabetes, a tatuagem ainda não é capaz de proporcionar uma leitura numérica dos índices assinalados. Este tipo de leitura está a ser desenvolvido por investigadores em Engenharia Electrotécnica e Informática do mesmo centro de pesquisas da Universidade da Califórnia. A ideia é que estes dispositivos possuam também uma ligação Bluetooth de forma a transmitir diretamente aos médicos a informação obtida. Outro objectivo da equipa de investigadores é aumentar a durabilidade da tatuagem. No momento, a sua duração é de apenas um dia.

O dispositivo nada mais é do que eletrodos impressos em papel de tatuagem temporária. O projeto é liderado por Amay Bandodkar, que trabalha com outros investigadores no laboratório do Professor Joseph Wang, no Departamento de NanoEngenharia e do Center of Wearable Sensors da Jacobs School of Engineering, na Universidade da Califórnia. O estudo foi revelado na publicação especializada Analytical Chemistry.

Diabetes. Uma tatuagem temporária para controlar os índices de glicose

Crédito de imagens: Todas as fotografias pertencem à Universidade da California, San Diego, Jacobs School of Engineering